MULHERES E O CÁRCERE

Documentário. Brasil. Em produção. Previsão de lançamento para 2019

O projeto de documentário “Mulheres e o Cárcere” relaciona o universo feminino ao encarceramento, com narrativas de mulheres, travestis e transgêneros que tiveram suas rotinas transformadas quando, por motivo ou consequência, presídios e penitenciárias passaram a fazer parte de suas vidas. O filme irá mergulhar na rotina de pessoas que vivem esse drama, estando presas ou em liberdade.

Além de ter como pano de fundo os graves problemas que caracterizam o sistema penitenciário brasileiro com suas inúmeras carências, deficiências estruturais, superlotação dadas as altas taxas de encarceramento e a total insalubridade das unidades de aprisionamento, o filme revelará, através dos relatos de suas personagens, as graves consequências da omissão dos poderes públicos quando se trata do encarceramento feminino, levando em conta especificidades advindas das questões de gênero.

Apresentaremos a realidade de mulheres mães e companheiras que tiveram o aprisionamento de seus filhos ou de seus parceiros e assim passaram a pagar uma pena, mesmo sem nunca terem cometido crimes. São submetidas a uma série de provações, humilhações e sacrifícios na manutenção do vínculo com o apenado.

Há grávidas ou lactantes, que, quando presas, convivem um período pré-definido com seus filhos – que na primeira fase da vida passam encarcerados, como se tivessem herdado uma pena –, e depois, juntamente com as crianças, enfrentam a traumática separação imposta, quando os bebês são entregues a um familiar ou, na falta destes, encaminhados a um abrigo.

Dramática também é a situação das travestis e das mulheres trans, que, quando presas, são duplamente segregadas. Ou vivem em galerias específicas, isoladas do restante da massa carcerária, por conta da transfobia, ou, como ocorre na maioria dos casos, são alojadas junto aos autores de crimes sexuais. Não são raros os casos de estupros, outros abusos e de violência a que são submetidas nas prisões.

Fica evidente a falta do Estado na implementação de uma política pública de gênero para as mulheres encarceradas, deixando-as submetidas a uma condição de invisibilidade e intensificando as marcas da desigualdade de gênero à qual as mulheres em geral são submetidas na sociedade brasileira, sobretudo aquelas que se encontram na base da pirâmide social.

Personagens

Mãe de seis filhos, com baixa escolaridade e separada, Adelaide recorreu ao tráfico de drogas para sustentar a casa. Acabou sendo condenada por um homicídio cometido na boca que comandava..

Tatiane Bittencourt afundou-se nas drogas. Para manter o vício, recorreu à prostituição e ao crime. Hoje, por ter um bebê, ela vive na Unidade Materno Infantil de um presídio feminino.

Situação ainda mais adversa é enfrentada pela trans mulher Dara, que cumpre pena em prisões masculinas. Condenada por um homicídio, ela foi estuprada por presos em um presídio, e por policiais militares, em outro.

Lúcia já teve três filhos presos simultaneamente e uma filha que, ao levar drogas para o companheiro dentro da prisão, foi detida e enviada ao presídio feminino.

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