RETRATOS DO CÁRCERE

Série de TV. Brasil. 2020. 13 episódios 26’ – Box Prime Brazil (NET, Vivo TV, Oi TV) e Canal A&E

Selecionado pelo edital Brasil de Todas as Telas – FSA – Prodav 1

A realidade desse sistema prisional caótico, seletivo e ineficaz e as consequências que essas deficiências provocam na sociedade são os temas principais da série documental Retratos do Cárcere. O ponto de partida da série é o encarceramento em massa que, em prisões precárias e fragilizadas, têm sido combustível para o fracasso do sistema prisional e cenário ideal para a criação e o fortalecimento do crime organizado.

 

Os episódios

1)A tragédia prisional brasileira

A série documental Retratos do Cárcere é dividida em 13 episódios independentes, porém interligados pelo tema prisão – as deficiências do sistema penitenciário brasileiro e seus reflexos na vida de personagens reais, na criminalidade organizada e na sociedade.

2) Um câncer no sistema: da Falange às UPPs

A precariedade das prisões facilita a perda do controle do sistema pelo Estado favorecendo a criação de facções criminosas. Os grupos surgem em presídios e se expandem para as ruas.

3) Das prisões para o mundo: a expansão do PCC

Nos primórdios das facções criminosas, líderes do tráfico eram vistos até como benfeitores e protetores das comunidades. Com o tempo, os grupos foram se renovando e as relações passaram a ser de opressão e muita violência.

4) Vulnerabilidade e devoção ao tráfico

Outro fenômeno que se acentua no país é a internação de adolescentes em fundações de atendimento socioeducativo. A série abordará essa temática, relacionando-a ao crescente envolvimento desse público etário em atos infracionais, como o tráfico de drogas e correlatos.

5) Visita íntima

Elas enfrentam os estigma de “mulher de bandido”, passam noites e madrugadas nas filas de prisões e, durante as visitas, ainda têm libido sexual para manterem relações em locais precários e sem privacidade

6) Filhos do Cárcere

filhos do cárcere retrata a vida de crianças que tiveram seus pais  presos e qu para não deixar de conviver com a figura paterna, visitam regularmente os pais na prisão. Geralmente, estas crianças são levadas pela mãe desde a primeira infância, acostumando-se com o ambiente prisional.

7)Estigma e Sacrifício

Mesmo inocentes, mães e companheiras de presos sofrem com estigmas, sacrifícios e humilhações como se estivessem pagando uma pena. A série mostrará a rotina de passar madrugadas em filas, submeterem a revistas vexatórias e responderem pelo sustento da família em casa e do próprio preso.

8)O trabalho é o vilão

O trabalho no cárcere deveria ser um direito de todo o preso, mas apenas 10% consegue ocupação laboral. Os presos que trabalham são estigmatizados pelos outros, que os consideram auxiliares da polícia. O episódio se propõe a mostrar a vida dos presos trabalhadores, nesta realidade.

9) Duplamente Segregadas

Elas enfrentam os estigma de “mulher de bandido”, passam noites e madrugadas nas filas de prisões e, durante as visitas, ainda têm libido sexual para manterem relações em locais precários e sem privacidade

10) Fé ou refúgio

A prática religiosa tem crescido no cárcere e apresentado resultados satisfatórios quanto à recuperação. Há presos também que encontram na religião uma alternativa às facções.

11) Surge uma luz

Existem no país algumas poucas iniciativas que facilitam e incentivam o preso à ressocialização. Esse tema será abordado, destacando alguns desses métodos, como o da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac).

12) Um regime sem controle

Deveria ser um estágio entre o regime fechado e a volta do preso às ruas. No entanto, esse regime é considerado fracassado por especialistas e autoridades, uma vez que muitos apenados que nele se encontram aproveitam-se do abrandamento da fiscalização e do controle para cometerem crimes.

13) O difícil recomeço

Por fim, a série mostrará as dificuldades de recomeço para quem passou (e sobreviveu) a um período em prisões. As dificuldades de (re) coloração no mercado de trabalho, o preconceito e as constantes propostas de quadrilhas para um retorno ao crime.

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Equipe Técnica:

Direção: Tatiana Sager 

Roteiro: Renato Dornelles

Produção: Tatiana Sager e Beto Rodrigues

Produção Executiva: Raquel Sager

Direção de Produção:  Cátia Muller

Assistência de Direção: Gabriel Sager Rodrigues

Direção de Fotografia: Pedro Rocha

Co-diretor de Fotografia: Márcio Cardoso

Câmera Adicional: Pedro Henrique Glesar

Edição: Felipe Alvares de Toledo, Luan Ott , Bruna Ayres

Consultor de Montagem: Luca Alverdi

Desenho de Som: André Sittoni

Finalização de Imagem: Louise Bresolin

Trilha Sonora: Éverton Rodrigues

Computação Gráfica: Fabrício Menna Barreto e Luan Ott

Comunicação: Paola Rodrigues e Léo Sant’Anna

Prêmios: Selecionado pelo edital Brasil de Todas as Telas – FSA – Prodav 1

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