RETRATOS DO CÁRCERE

Série de TV. Brasil. 2016/2017. 13 episódios 26’ – Box Prime Brazil (NET, Vivo TV, Oi TV). Em produção.

A série documental Retratos do Cárcere é dividida em 13 episódios independentes, porém interligados pelo tema prisão – as deficiências do sistema penitenciário brasileiro e seus reflexos na vida de personagens reais, na

O ponto de partida são as prisões mais problemáticas, como o Presídio Central de Porto Alegre, que já foi considerado o pior do país por uma CPI da Câmara dos Deputados, e o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luiz, no Maranhão, palco de decapitações, canibalismo e outras atrocidades.O Presídio Central, que também foi motivo de condenação do Brasil por uma corte internacional, devido a violações dos direitos humanos, foi protagonista no documentário CENTRAL – O PODER DAS FACÇÕES NO MAIOR PRESÍDIO DO BRASIL, que deu origem a essa série.

Sinopse dos episódios

Encarceramento em massa em presídios precários: como ponto de partida, a série retratará as péssimas condições dos presídios e o encarceramento em massa no país – a população carcerária brasileira já é a terceira maior do mundo.

Facções, um câncer do sistema: o encarceramento em massa e a precariedade das prisões facilita a perda do controle do sistema pelo Estado, favorecendo a criação e o fortalecimento de facções criminosas. Os grupos surgem em presídios e se expandem para as ruas, outros estados e até o Exterior.

A vida em um presídio: ao ingressar no cárcere, o preso se submete a um processo de transformação pessoal de assimilação da cultura prisional: “prisionização”. O episódio se propõe a mostrar um recorte da vida na prisão, a partir do ângulo de visão de seus diferentes atores.

Travestis e transgêneros – feminilidade em prisões masculinas: transformações maiores são exigidas de travestis e trânsgêneros encarceradas em presídios masculinos. A homofobia, constantes riscos de violência sexual e limitações ao comportamento feminino são algumas das dificuldades.

Encarceramento feminino, uma questão de gênero: O encarceramento em massa no país resultou no aumento do aprisionamento de mulheres: 700% neste século. Além da perda da liberdade, a população carcerária feminina sofre com estigmas e peculiaridades de gênero. Incluindo o abandono (apenas 20% delas recebem visitas).

Os filhos do cárcere: Afora a preocupação com os filhos deixados do lado de fora, muitas presas enfrentam o drama da maternidade na prisão. Quando são capturadas grávidas ou lactantes, passam um período presas com a criança e, passado determinado tempo, ambas enfrentam o sofrimento da separação, com os bebês entregues a familiares ou encaminhados a lares.

Mães e mulheres de presos – uma pena sem crime: mesmo inocentes, mães e companheiras de presos sofrem com estigmas, sacrifícios e humilhações como se estivessem pagando uma pena. A série mostrará a rotina de passar madrugadas em filas, submeterem a revistas vexatórias e responderem pelo sustento da família em casa e do próprio preso.

A vida no entorno dos presídios: o universo prisional é composto também por uma população que habita os arredores das prisões. A série mostrará como essas pessoas interagem com as cadeias, abrindo negócios – comércio ou serviços – voltados a visitantes e apenados.

Adolescentes no crime: outro fenômeno que se acentua no país é a internação de adolescentes em fundações de atendimento socioeducativo. A série abordará essa temática, relacionando-a ao crescente envolvimento desse público etário em atos infracionais, como o tráfico de drogas e correlatos.

Iniciativas ressocializantes: existem no país algumas poucas iniciativas que facilitam e incentivam o preso à ressocialização. Esse tema será abordado, destacando alguns desses métodos, como o da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac).

Religiões nas prisões: fé ou refúgio? A prática religiosa tem crescido no cárcere e apresentado resultados satisfatórios quanto à recuperação. Há presos também que encontram na religião uma alternativa às facções.

Regime semiaberto em discussão: deveria ser um estágio entre o regime fechado e a volta do preso às ruas. No entanto, esse regime é considerado fracassado por especialistas e autoridades, uma vez que muitos apenados que nele se encontram aproveitam-se do abrandamento da fiscalização e do controle para cometerem crimes.

O difícil recomeço: por fim, a série mostrará as dificuldades de recomeço para quem passou (e sobreviveu) a um período em prisões. As dificuldades de (re) coloração no mercado de trabalho, o preconceito e as constantes propostas de quadrilhas para um retorno ao crime.

Direção: Tatiana Sager e Renato Dornelles

Produção: Tatiana Sager e Beto Rodrigues

Roteiro: Renato Dornelles, Tatiana Sager e Luca Alverdi

Prêmios: Selecionado pelo edital Brasil de Todas as Telas – FSA – Prodav 1

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